O caso ocorreu na madrugada de domingo (25), na orla de Limoeiro do Ajuru. Segundo testemunhas, Marcello Henrique Carvalho Cunha teria intimidado jovens e disparado contra uma motocicleta e em direção ao grupo. A Polícia Civil e o MPPA acompanham o caso.
A Polícia Civil do Pará instaurou um procedimento de investigação para apurar a conduta do delegado de Limoeiro do Ajuru, Marcello Henrique Carvalho Cunha. O policial é suspeito de protagonizar cenas de pânico na madrugada do último domingo (25), quando teria sido flagrado alcoolizado, portando arma de fogo e intimidando civis.
O Incidente na Orla
De acordo com relatos de testemunhas, o delegado chegou à orla da cidade em um veículo oficial da instituição apresentando sinais visíveis de embriaguez. Ele teria se aproximado de um grupo de jovens que celebrava o fim de uma festa e solicitado para consumir a bebida que o grupo possuía.
A situação escalou quando o delegado, portando uma pistola, passou a manusear a arma de forma perigosa, causando temor entre os presentes. Relatos indicam que o grupo tentou se retirar, mas foi impedido pelo policial, que utilizou de intimidação para obrigá-los a permanecer no local.
Disparos e Detenção
O momento de maior tensão ocorreu quando um dos jovens tentou sair com sua motocicleta. O delegado teria segurado o veículo e, ao perceber que alguns jovens começaram a correr, efetuou pelo menos dois disparos:
- Um disparo atingiu o tanque de combustível da moto.
- Outro disparo foi feito na direção dos jovens em fuga.
Apesar da gravidade, ninguém ficou ferido. Horas após o ocorrido, o delegado foi detido por uma guarnição da Polícia Militar.
Posicionamento das Autoridades
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Limoeiro do Ajuru, já instaurou um procedimento extrajudicial para acompanhar o desdobramento criminal e correicional. Em nota, o órgão informou:
"Foram expedidos ofícios à Corregedoria da Polícia Civil e à Delegacia de Crimes Funcionais (Decrif), solicitando esclarecimentos e a substituição da Autoridade Policial envolvida, o que já foi realizado pela Polícia Civil."
A Polícia Civil confirmou que o caso está sob os cuidados da Divisão de Crimes Funcionais (Dcrif), vinculada à Corregedoria-Geral. As autoridades ressaltam que os fatos estão em fase de apuração, respeitando o devido processo legal e o princípio da presunção de inocência até a conclusão do inquérito.
