A prisão preventiva de Deivisom C. S. C. ocorreu nesta terça-feira (27), após investigações da DEAM apontarem abusos contra jovens durante atividades da igreja.
CASTANHAL, PARÁ – Na tarde desta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, a Polícia Civil do Estado do Pará, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Castanhal e da Superintendência Regional do Salgado, deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva contra Deivisom C. S. C. O investigado atuava como líder do clube de desbravadores da Igreja Adventista do 7º Dia no município.
Entenda as Investigações
O inquérito policial (IPL: 00554/2025.100256-4) teve início ainda em 2025, motivado por denúncias que indicavam abusos cometidos pelo suspeito durante um acampamento da congregação. O caso também foi acompanhado pelo Conselho Tutelar, que registrou a ocorrência na época.
Ao longo das diligências, a equipe plantonista ouviu seis testemunhas, o que permitiu identificar o padrão de comportamento do investigado e localizar outras vítimas.
Relatos das Vítimas
As investigações detalham episódios graves de violação:
- Vítima 1 (R.M.D.C., 15 anos): Em depoimento por Escuta Especializada, a adolescente relatou que, durante um acampamento, o investigado tocou seus seios e agiu com naturalidade após o ato. Testemunhas confirmaram o estado de aflição da jovem após o ocorrido.
- Vítima 2 (P.B.A.): Relatou que, durante uma vigília na igreja, foi seguida pelo suspeito até a cozinha, onde ele a beijou sem consentimento.
De acordo com depoimentos de uma líder conselheira do Clube de Desbravadores do Apocalipse, o suspeito costumava se aproximar de jovens consideradas mais vulneráveis dentro da comunidade religiosa.
"A gravidade dos fatos e a reiteração das condutas fundamentaram a representação pela prisão preventiva, visando garantir a ordem pública e a proteção das vítimas", afirmou a Autoridade Policial responsável pelo caso.
Após o cumprimento do mandado e a realização dos procedimentos de praxe na unidade policial, Deivisom C. S. C. foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário.
