Em uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, foi cumprido nesta sexta-feira (30) o mandado de prisão preventiva contra Roni de Oliveira Feio, o "Bugão". Ele é apontado como o líder de um violento roubo na região do Rio Urinduba, onde dez pessoas, incluindo menores de idade, foram mantidas em cárcere privado.


A Polícia Civil do Pará, por meio da Superintendência Regional dos Campos do Marajó (5ª RISP) e da Delegacia de Ponta de Pedras, desarticulou uma das principais lideranças criminosas da zona rural do município. A prisão de Roni de Oliveira Feio, vulgo "Bugão", ocorreu às 13h desta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.

O Crime: Violência e Terror no Rio Urinduba

O crime que originou a investigação ocorreu no dia 29 de outubro de 2025. Na ocasião, um morador da comunidade, identificado como Sr. Marinaldo, foi surpreendido por seis homens armados enquanto trabalhava. Ele foi amarrado e levado para sua residência, onde outros nove familiares e vizinhos — incluindo crianças — foram feitos reféns.

De acordo com o inquérito, as vítimas sofreram momentos de pânico:

  • Agressões: Os homens foram amarrados em um cômodo e agredidos violentamente.
  • Cárcere: As mulheres foram isoladas em outro quarto sob ameaças constantes.
  • Roubo: O grupo criminoso subtraiu celulares, R$ 9.000,00 em espécie e uma embarcação tipo "rabeta".

Identificação e Prisão

Durante o assalto, os criminosos mencionaram que o roubo da embarcação serviria para planejar ataques contra policiais militares. Apesar do uso de capuzes, o líder foi identificado pelas vítimas devido a características físicas marcantes ("olhos puxados") e pelo fato de os comparsas terem pronunciado o apelido "Bugão" durante a ação.

Após três meses de monitoramento e inteligência, a Polícia Civil e a Polícia Militar efetuaram a prisão de Roni, que já possui antecedentes por tráfico de drogas e furto.

"A prisão representa um alento para as comunidades ribeirinhas de Ponta de Pedras, visto que o investigado era peça-chave na articulação de roubos na região rural", destacou a autoridade policial responsável pelo caso.

O preso agora se encontra à disposição do Poder Judiciário, onde responderá pelo crime de Roubo Majorado com Restrição da Liberdade das Vítimas.