Manifestantes se reuniram em frente à Prefeitura nesta terça-feira (27) para denunciar a precariedade do serviço; grupo afirma que apenas 4 veículos atendem uma população de 200 mil habitantes.
Na manhã desta terça-feira (27), ás vésperas do aniversário da cidade, a Prefeitura Municipal de Castanhal (Palácio Maximino Porpino da Silva) foi palco de um ato em defesa do transporte público de qualidade. Organizado pela Unidade Popular (UP) e diversos movimentos sociais, como o Movimento de Mulheres Olga Benario e a União da Juventude Rebelde (UJR), o protesto cobrou soluções imediatas para a crise de mobilidade que afeta a "Cidade Modelo".
"Cadê os ônibus de Castanhal?"
Com faixas, cartazes e megafones, os manifestantes destacaram o contraste entre o crescimento da cidade e a oferta de transporte. Segundo a organização do ato, Castanhal conta atualmente com apenas quatro ônibus circulando para atender uma população estimada em mais de 200 mil pessoas.
As principais queixas apresentadas durante a mobilização foram:
- Impacto na Educação e Trabalho: Estudantes perdendo aulas e trabalhadores chegando com atraso ou faltando ao serviço por falta de transporte.
- Saúde e Segurança: Dificuldade de acesso a postos de saúde e o risco de assédio e violência para mulheres que precisam caminhar longas distâncias por falta de coletivos.
- Aniversário da Cidade: O protesto ocorre às vésperas do aniversário de Castanhal, com os movimentos afirmando que "não há o que comemorar" enquanto o direito básico de ir e vir for negado à maioria.
Mobilização Popular
O ato atraiu a atenção de quem passava pelo centro da cidade. Durante as falas, os líderes do movimento criticaram a gestão pública, afirmando que a cidade só é "modelo" para políticos e seus financiadores, enquanto o povo sofre com a humilhação diária nas paradas de ônibus.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Castanhal não havia emitido uma nota oficial sobre as reivindicações do grupo ou sobre planos de ampliação da frota municipal.
