Funcionário público, que viajou de Nova Andradina a Campo Grande para pós-operatório, teve a córnea rompida por um andarilho em um ataque de violência gratuita. Médicos confirmam cegueira permanente.
Um caso revoltante de violência gratuita chocou o país nesta semana. Um funcionário público, que havia esperado dois anos na fila para conseguir um transplante de córnea, perdeu a visão do olho operado após ser agredido com um soco no rosto. O crime ocorreu em frente ao Instituto da Visão, em Campo Grande (MS), onde a vítima aguardava para uma consulta de retorno pós-cirúrgico.
A ação foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram o homem parado na calçada do centro médico, segurando seus exames, quando é subitamente abordado e atacado por um andarilho, identificado posteriormente como Leandro Viana da Silva, de 26 anos.
Sonho interrompido pela violência
A vítima, moradora da cidade de Nova Andradina (a cerca de 300 km da capital), estava em fase de recuperação e já apresentava melhora na visão. No entanto, a força do impacto causou o rompimento da córnea recém-transplantada.
Segundo a equipe médica que prestou os primeiros socorros imediatamente após o ataque, o dano foi catastrófico. O prognóstico inicial aponta para cegueira permanente e irreversível no olho atingido. Embora os médicos estudem a remota possibilidade de um novo transplante no futuro, a lesão comprometeu gravemente o globo ocular.
Perfil do agressor e prisão
O autor do crime, Leandro Viana da Silva, possui uma extensa ficha criminal e histórico de agressões similares. Após atacar o paciente transplantado, ele fugiu, mas continuou sua onda de violência.
Minutos depois, Leandro agrediu um jovem auxiliar administrativo que estava a caminho do trabalho. Ele foi localizado e preso em uma ação conjunta da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Civil. O comportamento violento persistiu até mesmo na delegacia, onde o agressor entrou em luta corporal com outro detento de 20 anos dentro da cela, precisando ser transferido para um presídio de segurança.
Indignação e alerta
O caso levanta debates sobre a segurança pública e a vulnerabilidade de pacientes em áreas hospitalares. A espera de dois anos pelo órgão, somada à complexidade da cirurgia e à recuperação delicada, tornam o desfecho ainda mais trágico para a família e para a vítima, que teve sua saúde roubada por um ato de brutalidade injustificável.
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