Levantamento do Sebrae/PA aponta que o estado conta com mais de 333 mil microempreendedores em 2026; Castanhal integra o núcleo de maior concentração de negócios formalizados.


O empreendedorismo segue em ascensão no Pará. Dados recentes analisados pelo Sebrae no Pará, com base em registros da Receita Federal, revelam que o estado alcançou a marca de 333.723 Microempreendedores Individuais (MEIs) ativos em 2026. O balanço reafirma a força dos pequenos negócios como motor da economia paraense.

O levantamento aponta uma predominância masculina, mas com forte participação feminina. Dos profissionais formalizados, 58,26% são homens (194.423 registros), enquanto as mulheres somam 139.300 empreendedoras, representando 41,74% do total.

Castanhal e a Concentração Regional

Um dado estratégico para o setor local é a concentração regional. A Região Metropolitana de Belém — que engloba municípios como Castanhal, Ananindeua, Marituba e a capital — concentra 166.017 MEIs, o que representa praticamente metade de todos os registros do estado. A densidade de pequenos negócios na região reforça o papel de Castanhal como um polo econômico vital para o desenvolvimento do interior e da zona metropolitana.

Setores e Atividades

O perfil dos negócios varia conforme o gênero do empreendedor:

  • Entre os homens: O setor de Serviços lidera com 45,29%, seguido pelo Comércio (35,29%) e Construção (9,50%). As atividades mais comuns são minimercados, promoção de vendas e vestuário.
  • Entre as mulheres: O Comércio e Serviços caminham juntos, com 42,05% e 47,77%, respectivamente. O destaque absoluto é o comércio varejista de artigos do vestuário, que conta com mais de 19 mil empreendedoras.

“Os números mostram que o empreendedorismo no Pará está cada vez mais forte e diverso. O papel do Sebrae/PA é apoiar esse empreendedor para que ele não apenas abra um negócio, mas consiga se manter, inovar e gerar desenvolvimento”, destaca Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae/PA.

O empreendedor paraense é, em sua maioria, jovem adulto em fase produtiva. A maior concentração está na faixa de 31 a 40 anos (30,62%), seguida de perto pelo público de 41 a 50 anos (25,42%).