Após denúncias contundentes do vereador sobre o abandono da UPA e "sumiço" de milhões, base governista reage com relatório na tribuna.
A forte pressão exercida pelo vereador Rafael Galvão (PSDB) na última semana forçou uma movimentação urgente da base aliada do prefeito na Câmara Municipal de Castanhal. Após Galvão utilizar a tribuna para expor o estado precário da UPA e do Hospital Municipal, questionando publicamente o destino de recursos milionários, o vereador Everton Matos (PSD) subiu à tribuna nesta terça-feira (24) para tentar conter o desgaste político com a apresentação de um relatório oficial.
O Efeito das Denúncias de Galvão
Nas sessões anteriores, Rafael Galvão apresentou provas visuais do que chamou de "abandono" da saúde pública. Com imagens de poltronas rasgadas e pacientes sendo medicados em pé, o parlamentar lançou uma pergunta que ecoou na cidade: "Onde o prefeito colocou os 3 milhões que foram enviados para a reforma da UPA?". Galvão também cobrou transparência sobre R$ 1 milhão em emendas da deputada Alessandra Haber, afirmando que, apesar do dinheiro, a realidade nas unidades era de precariedade.
A Reação do Governo
A repercussão das falas de Galvão foi imediata. Diante da cobrança por respostas, Everton Matos apresentou hoje um relatório detalhando a aplicação das verbas de saúde. O documento tenta justificar os gastos e rebatendo o que chamou de "questionamentos recentes", uma referência direta à fiscalização de Galvão.
No relatório apresentado, a base governista destacou:
- O detalhamento do uso de emendas individuais e de bancada.
- A destinação específica do R$ 1 milhão enviado por Alessandra Haber, ponto central da denúncia de Galvão.
- A emissão de notas fiscais e datas de pagamentos que, segundo Matos, provariam a lisura da gestão.
Vigilância Legislativa
Para observadores políticos locais, a entrega do relatório por Everton Matos é uma vitória da postura fiscalizadora de Rafael Galvão. Ao expor pneus descartados no hospital e cobrar o "sumiço" do dinheiro da reforma, Galvão retirou a gestão do conforto, obrigando o Executivo a enviar explicações documentadas ao Legislativo. Agora, os documentos serão analisados por todos os vereadores para conferir se os números batem com a realidade enfrentada pela população nos corredores das unidades de saúde.
