Comissão de sindicância investiga órgãos públicos e até a Catedral do município após publicação no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (27).


Uma grande operação de apuração administrativa movimentou os bastidores de Castanhal nesta última semana de fevereiro. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA) enviou uma Comissão Permanente de Sindicância ao município para investigar possíveis irregularidades na área da Saúde.

A ação, que ocorreu entre os dias 23 e 27 de fevereiro, foi oficializada na edição desta sexta-feira (27) do Diário Oficial do Estado (DOE), através das Portarias Nº 125/2026 e Nº 228/2026.

De acordo com o documento, uma equipe formada por três servidores estaduais foi designada para coletar depoimentos e realizar diligências com o objetivo de "apurar os fatos e circunstâncias que levaram ao acontecimento de irregularidades detectadas". O caso faz referência à reabertura do Processo nº 2017/547588, indicando que a investigação pode estar ligada a pendências ou denúncias antigas que vieram à tona.

O que mais chama a atenção na publicação oficial é a diversidade e o peso das instituições listadas como alvo das diligências da equipe da SESPA em Castanhal. O roteiro da comissão incluiu:

  • 3º Centro Regional de Saúde (3º CRS/SESPA): Coleta de depoimentos da Direção Geral, Coordenação de Recursos Humanos e Coordenação da Rede de Frio.
  • Prefeitura Municipal: Diligência na Secretaria Municipal de Saúde de Castanhal.
  • Segurança Pública: Diligência na 12ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Castanhal.
  • Igreja Católica: Diligência na Catedral de Castanhal.

A inclusão da 12ª Seccional de Polícia e da Catedral na rota de uma sindicância da Saúde Pública levanta questionamentos sobre a amplitude do caso, sugerindo possíveis desdobramentos criminais ou o envolvimento de instituições do terceiro setor ligadas à Diocese.

A equipe do Jornal de Castanhal entrou em contato com a assessoria de comunicação da SESPA, com a Secretaria Municipal de Saúde, com a Polícia Civil e com a Diocese local para solicitar esclarecimentos oficiais sobre a natureza das irregularidades investigadas. Até o fechamento desta reportagem, aguardamos o retorno das instituições.

A matéria será atualizada assim que houver novos posicionamentos.