Estudantes da EETEPA Profª. Maria de Nazaré Guimarães Macedo se destacam na primeira participação da unidade na competição nacional com análise crítica e conhecimento sobre cenários internacionais.
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| Yasmim de Lima Monteiro e Luís Felipe da Silva Gonçalves são medalhistas na OBGP |
Dois alunos da Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (Eetepa) Profª. Maria de Nazaré Guimarães Macedo, localizada no município de Curuçá, no nordeste paraense, colocaram o nome da região no pódio nacional. Os estudantes conquistaram medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Geopolítica (OBGP), cujo resultado foi divulgado na última quarta-feira (8).
Esta foi a primeira vez que a unidade de ensino técnico participou da OBGP, na edição 2026.1, e o resultado já demonstra o alto nível de engajamento dos jovens da região com as pautas de política internacional e análise social.
A diretora da Eetepa Curuçá, Veruschka Melo, celebrou a conquista destacando o poder transformador das competições acadêmicas no ambiente escolar. Segundo ela, a escola tem incentivado massivamente a participação em olimpíadas como ferramenta de formação cidadã.
“A escola vem se destacando ao longo dos anos em propiciar aos nossos estudantes participarem, cada vez mais, de olimpíadas que estimulem o pensamento crítico, reflexivo e o protagonismo juvenil. E, desta forma, fizemos a inscrição dos nossos estudantes na OBGP, pois vem fortalecer a compreensão de mundo e da sociedade em que vivemos. A Eetepa Curuçá está muito feliz com o resultado alcançado. A alegria de ver nossos alunos engajados em compreender e participar, cada vez mais, das problemáticas sociais nos faz continuar a acreditar que a educação é um dos maiores mecanismos de transformação social”, ressaltou a diretora.
Protagonismo e Metodologia Ativa
A Olimpíada Brasileira de Geopolítica adota uma metodologia que coloca o estudante como protagonista da própria jornada de conhecimento. Diferente das provas tradicionais, a OBGP exige que o aluno construa grande parte do aprendizado de forma autônoma, mediado pelo professor orientador. A avaliação deste ano cobrou conhecimentos aprofundados em geopolítica, atualidades e análise crítica de cenários internacionais, dividida em quatro categorias conforme o nível de escolaridade.
O professor de Geografia e orientador da equipe, Flávio de Lima, afirmou que a medalha é fruto de um trabalho contínuo que começou ainda no início do ano letivo. "Esse resultado foi fruto da preparação que já vem ocorrendo desde o início do ano. O nosso foco agora é a Olimpíada de Geografia. Vamos continuar com essa preparação com os alunos, que já demonstram bons resultados", informou o docente, já projetando os próximos desafios.
Esforço e Superação Pessoal
Os medalhistas são alunos de cursos técnicos da área de Tecnologia da Informação e relataram como a preparação ampliou a visão de mundo para além da sala de aula.
Yasmim de Lima Monteiro, aluna do curso de Desenvolvimento de Sistemas, destacou o interesse pessoal pela área e a superação durante o processo. “Sempre tive interesse por geopolítica, entender como os países se organizam, disputam territórios e constroem suas relações no mundo. Participar da Olimpíada de Geopolítica foi uma experiência muito importante para mim, não só pelo conteúdo, mas pelo aprendizado que isso trouxe. Minha intenção nunca foi ganhar medalha, e sim adquirir experiência para as olimpíadas de Geografia, mas eu agradeço que meus esforços tenham sido válidos. No fim, o mais importante foi tudo o que aprendi ao longo do caminho”, afirmou a estudante.
Já para Luís Felipe da Silva Gonçalves, do curso de Manutenção e Suporte em Informática, a competição representou um desafio de raciocínio e persistência. “Durante a preparação, eu precisei estudar vários temas, mas tive mais facilidade por já ter interesse nessa área. No começo, achei algumas partes difíceis, mas, com o tempo, fui entendendo melhor. Estudar geopolítica me ajudou ainda mais a compreender como o mundo funciona. Foi um desafio que exigiu bastante atenção e raciocínio. No final, participar dessa olimpíada foi uma experiência muito boa, porque, além de aprender mais, eu também me desafiei e fortaleci, ainda mais, meu interesse por geografia e geopolítica”, acrescentou o estudante.
