Um menino de 8 anos morreu após consumir bombons oferecidos pela suspeita; o irmão de 10 anos permanece internado em estado grave.


A Polícia Civil do Pará prendeu, em São Miguel do Guamá, no nordeste do estado, Suelen Castro da Vera Cruz. Ela é a principal suspeita de envenenar os filhos de sua ex-companheira motivada por vingança após o término do relacionamento. O crime, que chocou a região, resultou na morte de uma criança de 8 anos, enquanto o irmão, de 10 anos, luta pela vida em uma unidade hospitalar.

Isca mortal: bombons e vídeos para redes sociais

Segundo as investigações, Suelen teria utilizado uma estratégia cruel para atrair as vítimas. Ela convenceu uma das crianças a gravar um vídeo para as redes sociais e, como "recompensa", ofereceu bombons. Logo após ingerir os doces, o menino de 8 anos apresentou sintomas graves e não resistiu.

O delegado Henrique Inácio, responsável pelo caso, destacou a frieza da acusada durante o interrogatório. "Ela traz informações desconexas que demonstram que agiu de forma premeditada", afirmou a autoridade policial, ressaltando que Suelen apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido.

Histórico de crimes e premeditação

A investigação aponta que este não foi um episódio isolado. A polícia identificou uma morte suspeita anterior, em março deste ano, de outra criança que também teria consumido alimentos entregues pela investigada. No início de abril, a ação foi repetida com os bombons oferecidos às vítimas atuais.

Há indícios robustos de que a mulher realizou pesquisas prévias sobre substâncias tóxicas, chegando a questionar terceiros sobre a eficácia de venenos utilizados como raticida.

Incêndio, furto e sequestro forjado

Além dos envenenamentos, Suelen é investigada por uma série de outros delitos:

  • Incêndio Criminoso: Testemunhas relatam que ela pode ter ateado fogo na casa da família das vítimas no dia do velório de uma das crianças.

  • Furto: O desaparecimento de R$ 900,00 da residência no mesmo período está sob apuração.

  • Simulação de Sequestro: Em 2023, Suelen já havia sido presa por simular o próprio sequestro e o do filho para extorquir o pai da criança, utilizando vídeos com ameaças encenadas.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil solicitou perícias toxicológicas, análise de dispositivos eletrônicos e a exumação do corpo da primeira vítima para confirmar a causa da morte. A investigação também busca identificar se houve participação de terceiros ou quem forneceu o veneno.

Suelen deve responder por:

  1. Homicídio qualificado (pela primeira vítima);

  2. Tentativa de homicídio qualificado (pela segunda vítima);

  3. Incêndio criminoso;

  4. Furto qualificado.

O caso segue em diligência com apoio do Ministério Público do Estado do Pará.

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