Investigados são suspeitos de atacar manifestantes em fazendas de dendê; prisões foram registradas na Seccional de Castanhal nesta terça-feira (21).


Uma operação conjunta das forças de segurança resultou na prisão de sete homens na última terça-feira (21), no município de Concórdia do Pará, nordeste paraense. O grupo é investigado por envolvimento em um ataque armado contra trabalhadores rurais. Entre os detidos, chamou a atenção das autoridades o fato de quatro serem policiais militares da reserva.

Atuação na Seccional de Castanhal

Após a captura realizada pela Polícia Militar, os suspeitos foram conduzidos à Seccional Urbana de Castanhal. De acordo com a Polícia Civil, os homens foram autuados em flagrante pelos crimes de:

  • Porte ilegal de arma de fogo;
  • Disparo de arma de fogo;
  • Associação criminosa.

Durante a abordagem, uma pistola foi apreendida. Todos os envolvidos passaram pelos procedimentos cabíveis e seguem à disposição do Poder Judiciário.

O Conflito nas Fazendas Limeira I e II

As investigações apontam que a prisão é um desdobramento de um episódio violento ocorrido no dia 16 de abril. Na ocasião, trabalhadores realizavam uma manifestação por direitos trabalhistas nas proximidades das fazendas Limeira I e II, áreas de atuação da empresa Brasil BioFuels (BBF), que trabalha com o cultivo de dendê.

Relatos de testemunhas indicam que o grupo armado teria invadido o local para intimidar os manifestantes. A ação resultou em:

  1. Disparos de arma de fogo para dispersar o movimento.
  2. Agressões físicas relatadas por trabalhadores.
  3. Pessoas feridas durante o confronto.

Os manifestantes alegam que o protesto era motivado pelo atraso ou não pagamento de verbas trabalhistas pela empresa.

Hipótese de Milícia Privada

A linha de investigação mais forte da Polícia Civil sugere que o grupo possa estar operando como uma milícia privada na região rural. As diligências agora buscam esclarecer se os detidos foram contratados para realizar a segurança patrimonial de forma ilegal ou se possuem participação em outros crimes territoriais na zona do dendê.

As autoridades reiteram que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão da atuação desse grupo armado no nordeste do Pará.

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