Incidente com caçamba interditou o único acesso terrestre às vilas Perimeri, Ponta do Urumaj, Malhado e Aguapau; moradores se arriscam em travessia perigosa.


Uma ponte de madeira cedeu na zona rural de Augusto Corrêa, no nordeste paraense, na última terça-feira (7), provocando o isolamento de mais de duas mil pessoas. O desabamento ocorreu no momento em que uma caçamba carregada de seixo tentava atravessar a estrutura, que já apresentava sinais de comprometimento.

Com a queda, o único acesso por terra às comunidades de Vila Perimeri, Ponta do Urumaj, Malhado e Aguapau foi totalmente interditado, gerando um cenário crítico para os moradores locais.

Impactos na rotina e riscos à população

A interrupção do tráfego impede atividades essenciais, como o transporte escolar, o acesso a serviços bancários e a comercialização da produção agrícola da região. Sem alternativas seguras, imagens registradas no local mostram cenas preocupantes: alunos e moradores atravessam o rio equilibrando-se sobre os destroços da ponte e a própria caçamba caída.

A empresa responsável pelo veículo, que prestava serviços em uma obra na Vila Perimeri, ainda não havia retirado a caçamba do local até quarta-feira. A permanência do veículo pesado aumenta o risco de novos acidentes, especialmente com a variação das marés e a instabilidade do terreno.

Cronograma de obras e soluções paliativas

Em nota, a Prefeitura de Augusto Corrêa anunciou medidas emergenciais para mitigar o isolamento:

  1. Ponte Provisória (Pedestres): Uma estrutura de madeira paralela deve ser concluída até esta sexta-feira (9), permitindo a passagem de pedestres, ciclistas e motociclistas.
  2. Ponte para Veículos: Uma segunda estrutura paralela, capaz de suportar carros, ambulâncias e ônibus escolares, tem previsão de entrega para 15 dias.
  3. Solução Definitiva: A prefeitura afirmou que a estrutura que desabou será reconstruída em concreto.

Atraso em recursos federais

Embora exista um convênio com o Governo Federal para a construção de oito pontes de concreto na região — incluindo a que desabou —, as obras estão paradas. O projeto está orçado em mais de R$ 8 milhões, mas, segundo a gestão municipal, o repasse da União ainda não foi liberado, o que tem impedido o avanço da infraestrutura definitiva no nordeste do Pará.

As autoridades locais reforçam a necessidade de cautela e pedem que a população evite a travessia sobre os escombros, dado o risco iminente de novos desabamentos.

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