Em discurso duro na tribuna, parlamentar criticou a gestão do prefeito Hélio Leite e do secretário Egilásio Feitosa sobre a situação de ruas e saneamento.


Na manhã desta quinta-feira, 16 de abril de 2026, a tribuna da
Câmara Municipal de Castanhal foi palco de um pronunciamento contundente do vereador Rafael Galvão (PSDB). O foco principal da denúncia foi a situação precária do bairro Ana Júlia, que, segundo o parlamentar, vive um cenário de completo descaso por parte do Poder Executivo municipal.

"Povo borbulhando na água podre"

Durante a 23ª Sessão Ordinária, Rafael relatou que há pelo menos quatro meses vem cobrando providências para a comunidade. O vereador usou termos fortes para descrever a realidade dos moradores:

"O povo continua borbulhando na água podre, nas ruas dentro do bairro Ana Júlia. É uma situação triste e calamitosa", afirmou.

O parlamentar também comentou sobre um vídeo gravado recentemente pelo prefeito Hélio Leite no local. Segundo Galvão, o gestor teria ido ao bairro nas primeiras horas da manhã apenas para evitar o contato direto com os moradores. "Foi de manhã cedo para não encarar a população que está vivendo essa situação", ironizou.

Questionamentos sobre o Secretário de Obras e o Maquinário

A crítica se estendeu à Secretaria de Obras (SEMOB). O vereador apontou a falta de transparência em intervenções feitas na fronteira do Ana Júlia com o bairro Novo Estrela, alegando que não há placas indicando valores, prazos ou a empresa responsável.

Rafael Galvão também direcionou suas falas ao secretário de obras, Egilásio Feitosa, questionando a efetividade da gestão. O ponto de maior indignação foi o contraste entre os investimentos e a realidade das ruas:

  • Investimento: O vereador mencionou o aluguel de máquinas no valor de R$ 5 milhões.
  • Realidade: Moradores ainda sofrendo com lama e falta de saneamento básico.

"Temos máquinas alugadas, maquinários que o prefeito comprou, e não fazem nem o paliativo? É algo absurdo", pontuou o parlamentar, exigindo que a prefeitura ofereça, no mínimo, uma solução imediata para amenizar o sofrimento da comunidade antes da chegada do verão.

Humilhação e Saúde Pública

Para Rafael, a omissão da prefeitura é uma "humilhação" para os trabalhadores e pagadores de impostos de Castanhal. Ele alertou que a permanência do esgoto a céu aberto e das ruas intrafegáveis resultará em um aumento de pessoas doentes na região, sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde.

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