Em discurso duro na tribuna, parlamentar criticou a gestão do prefeito Hélio Leite e do secretário Egilásio Feitosa sobre a situação de ruas e saneamento.
"Povo borbulhando na água podre"
Durante a 23ª Sessão Ordinária, Rafael relatou que há pelo menos quatro meses vem cobrando providências para a comunidade. O vereador usou termos fortes para descrever a realidade dos moradores:
"O povo continua borbulhando na água podre, nas ruas dentro do bairro Ana Júlia. É uma situação triste e calamitosa", afirmou.
O parlamentar também comentou sobre um vídeo gravado recentemente pelo prefeito Hélio Leite no local. Segundo Galvão, o gestor teria ido ao bairro nas primeiras horas da manhã apenas para evitar o contato direto com os moradores. "Foi de manhã cedo para não encarar a população que está vivendo essa situação", ironizou.
Questionamentos sobre o Secretário de Obras e o Maquinário
A crítica se estendeu à Secretaria de Obras (SEMOB). O vereador apontou a falta de transparência em intervenções feitas na fronteira do Ana Júlia com o bairro Novo Estrela, alegando que não há placas indicando valores, prazos ou a empresa responsável.
Rafael Galvão também direcionou suas falas ao secretário de obras, Egilásio Feitosa, questionando a efetividade da gestão. O ponto de maior indignação foi o contraste entre os investimentos e a realidade das ruas:
- Investimento: O vereador mencionou o aluguel de máquinas no valor de R$ 5 milhões.
- Realidade: Moradores ainda sofrendo com lama e falta de saneamento básico.
"Temos máquinas alugadas, maquinários que o prefeito comprou, e não fazem nem o paliativo? É algo absurdo", pontuou o parlamentar, exigindo que a prefeitura ofereça, no mínimo, uma solução imediata para amenizar o sofrimento da comunidade antes da chegada do verão.
Humilhação e Saúde Pública
Para Rafael, a omissão da prefeitura é uma "humilhação" para os trabalhadores e pagadores de impostos de Castanhal. Ele alertou que a permanência do esgoto a céu aberto e das ruas intrafegáveis resultará em um aumento de pessoas doentes na região, sobrecarregando ainda mais o sistema de saúde.
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