Ação da Sedap comercializa crustáceos de Augusto Corrêa e Curuçá com foco na redução da mortalidade e valorização do extrativismo regional
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| Semana do Pescado oferta caranguejo sustentável e ostras de Curuçá com foco em manejo técnico e apoio ao extrativismo no nordeste do Pará. |
O caranguejo oriundo das Reservas Extrativistas (Resex) do nordeste paraense consolidou-se como um dos itens de maior demanda na programação da Semana do Pescado 2026. Promovida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a iniciativa prioriza a comercialização de produtos com selo de sustentabilidade e manejo adequado.
Os exemplares levados aos pontos de venda em Belém, como o Centur e a Aldeia Amazônica, são transportados em basquetas equipadas com esponjas umedecidas. A técnica visa garantir o bem-estar do animal e a redução drástica da mortalidade durante o trajeto.
Logística e Sustentabilidade no Manejo
De acordo com o engenheiro de pesca da Sedap, Ediano Sandes, a logística aplicada assegura a qualidade do produto final. “Ofertamos caranguejos pré-selecionados e transportados de forma sustentável. Trata-se de um produto saudável e com qualidade equivalente ao que acaba de sair do mangue”, afirmou.
Sandes ressalta que o transporte eficiente possui impacto ambiental direto: ao reduzir a taxa de mortalidade, diminui-se o esforço de pesca necessário para atender ao volume de consumidores, preservando o ecossistema local. Equipes técnicas acompanham o fluxo desde as zonas de origem em São João da Ponta, Curuçá e Augusto Corrêa.
Preços e Impacto Econômico para Extrativistas
No ponto de venda do Centur, o caranguejo, procedente de Augusto Corrêa, foi comercializado ao preço de R$ 5 a unidade, com ofertas de cinco unidades por R$ 20. Para Nilson Monteiro, vice-presidente da Associação de Caranguejeiros da Comunidade de Arapuri (Curuçá), a parceria com o Estado agrega valor ao marisco que sustenta milhares de famílias.
"Esse marisco sustenta milhares de famílias, principalmente nas comunidades de Beira Mar e Curuperê, onde temos mais de 70 extrativistas", destacou Monteiro.
Comercialização de Ostras de Curuçá
Além dos crustáceos, a ostreicultura de Curuçá, especificamente da Vila Lauro Sodré, atraiu o público com as variedades in natura nos tamanhos baby, médio e master. Os valores da dúzia oscilaram entre R$ 25 e R$ 40.
A Associação Aquavila, composta majoritariamente por mulheres, disponibilizou mil ostras para esta edição. Segundo a ostreicultora Milene Bentes do Nascimento, a expectativa de vendas é superior à do ano anterior, refletindo o fortalecimento da cadeia produtiva de moluscos na região Nordeste.
