Portaria da SEMED foi publicada no dia 6 de abril. Família relata que criança perdeu um testículo após chutes dentro da unidade escolar; nota oficial confirma episódio de violência, mas não detalha gravidade.


A Secretaria Municipal de Educação de Castanhal (SEMED) instaurou, no último dia 6 de abril, uma sindicância investigativa para apurar “possíveis ocorrências anômalas ao serviço público” ocorridas na
EMIEF Prof.ª Emília Gimennez. A portaria nº 342/2026 foi publicada um dia antes da própria SEMED emitir uma nota de esclarecimento confirmando que apura “um episódio de violência envolvendo um estudante da Rede Municipal de Ensino”.

Em conversa com a reportagem do Jornal de Castanhal, um familiar da vítima – que pediu para não ser identificado – relatou detalhes graves que não constam nos documentos oficiais. Segundo o familiar, a criança é autista, tem 13 anos e foi agredida por outro aluno dentro da escola.

De acordo com o relato, a criança levou chutes na barriga e na região genital, o que resultou na perda de um testículo. Um boletim de ocorrência e exame de corpo de delito já foram registrados, e a mãe já constituiu advogado para tomar as medidas cabíveis.

O que diz a SEMED

Na nota de esclarecimento publicada no dia 7 de abril, a SEMED informou que “está acompanhando, com máxima seriedade, a apuração” e que “foram adotadas todas as medidas cabíveis para assegurar o acolhimento necessário ao estudante e a devida investigação”. A pasta também afirmou que, em respeito à vítima e à sua família, não divulgaria informações adicionais neste momento.

A vereadora Professora Cláudia Seabra, forte atuante na causa da educação, especialmente a de alunos com TEA em Castanhal, subiu à tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (7) e comentou o caso, afirmando que requer responsabilidade por conta da delicadeza e que os órgãos competentes já estão buscando esclarecimentos.

O que vem agora?

A sindicância instaurada pela SEMED tem prazo de 30 dias para conclusão, conforme o art. 3º da portaria. Os servidores designados para conduzir os trabalhos são João Hélio Moura da Silva (presidente) e Gislene Maria Batista Bandeira.

O Ministério Público também teria sido informado sobre o caso, segundo o familiar, e a Polícia Civil já estaria no caso.

Proteção à vítima

Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à gravidade do caso, o Jornal de Castanhal optou por não divulgar o nome da vítima, do agressor, nem qualquer informação que possa identificá-los. O sigilo da fonte familiar também foi preservado.

O caso segue em apuração. A reportagem continuará acompanhando e trará novas informações assim que forem autorizadas pelas autoridades competentes.


Leia também:
Portaria nº 342/2026 – SEMED (íntegra)
Nota de esclarecimento da SEMED (07/04/2026)

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