Evento híbrido no dia 10 de abril discute estratégias para frear a extinção de unidades de ensino; Pará é o segundo estado que mais fechou escolas no Brasil em 2025.


No dia 10 de abril, a Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Castanhal, será o centro das discussões sobre o direito à educação nos territórios tradicionais. A instituição sediará o
IX Seminário de Combate ao Fechamento de Escolas do Campo, Indígenas e Quilombolas no Estado do Pará.

Realizada de forma híbrida, a 9ª edição do evento busca reunir representantes de movimentos sociais, gestores públicos, educadores e estudantes. A iniciativa conta com a parceria do Fórum Paraense, Fóruns Regionais e Municipais de Educação do Campo, além de diversas organizações da sociedade civil.

Foco na Resistência e no Novo PRONACAMPO

O principal objetivo do seminário é fortalecer a luta contra a extinção de escolas públicas em áreas rurais e comunidades tradicionais. A programação promoverá o diálogo entre conselhos de educação, Ministério Público, Defensoria Pública e lideranças sociais para articular ações conjuntas.

Um dos pontos centrais do debate será a implementação do Novo PRONACAMPO, instituído pela Resolução MEC nº 538/2025, que visa reforçar as políticas públicas voltadas à educação do campo em um cenário de grandes desafios estruturais.

Números alarmantes no Pará

Os dados que motivam o evento são preocupantes. O Pará ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros que mais fecharam escolas em 2025, com 256 unidades extintas — destas, 213 ficavam em territórios rurais.

O histórico é ainda mais grave: entre os anos 2000 e 2025, o estado perdeu 9.079 escolas (7.497 no campo). Atualmente, 930 unidades de ensino encontram-se paralisadas em todo o território paraense, prejudicando milhares de alunos.

Educação como espaço de dignidade

Para a professora Andreza Gomes, uma das coordenadoras do seminário, o evento vai além da denúncia. "O propósito é fortalecer a permanência com dignidade das escolas nas comunidades, reconhecendo-as como espaços estratégicos de resistência e afirmação cultural dos povos originários, tradicionais e camponeses da Amazônia", afirma.

Como participar

O evento é aberto ao público e acontece presencialmente no Ginásio de Esportes da UFPA Castanhal, com transmissão online para inscritos. Os participantes terão direito a certificado. As inscrições devem ser feitas previamente através do link oficial na página do evento.


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