Mulher que integrou quadrilha e simulou ação policial para assaltar estabelecimento no bairro do Comércio se entregou após cerco investigativo da Polícia Civil.


A Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), cumpriu nesta terça-feira (26) um mandado de prisão preventiva contra uma mulher acusada de participar de um grande assalto em Belém. A investigada chamou a atenção por ter se passado por uma delegada durante o crime.

O Crime e o Prejuízo Milionário

O roubo ocorreu em abril deste ano, em uma joalheria localizada no bairro do Comércio. Na ocasião, a quadrilha utilizou uma tática ousada: os criminosos invadiram o estabelecimento usando roupas semelhantes às da Polícia Civil, simulando o cumprimento de uma ação policial.

Durante a execução do crime, a mulher presa assumiu a linha de frente e apresentou-se falsamente como delegada. O grupo conseguiu subtrair, aproximadamente, R$ 500 mil em joias e outros bens valiosos.

Um Celular Esquecido e a Queda da Quadrilha

O trabalho em conjunto da DRFR com o Núcleo de Inteligência Policial (NIP) foi fundamental para desarticular a quadrilha. As investigações ganharam força após a prisão de outros integrantes do bando — incluindo um homem capturado no estado de Santa Catarina.

O titular da DRFR, delegado Arthur do Rosário, explicou que um deslize crucial da falsa delegada facilitou sua identificação:

“Com o aprofundamento das diligências investigativas, foram obtidos diversos endereços vinculados à mulher, que fugiu logo após o roubo. Ela era funcionária de uma loja de operadora de telefonia celular e acabou esquecendo seu aparelho no interior do veículo utilizado na ação criminosa, que posteriormente foi abandonado pelos autores, circunstância que contribuiu diretamente para o avanço das investigações.”

Cerco e Confissão

Com a identificação confirmada, a polícia intensificou as buscas em diversos endereços ligados à suspeita, incluindo esconderijos no distrito de Icoaraci. Sentindo que a prisão era iminente, a defesa da investigada decidiu agir.

“O advogado levou a investigada à sede da DRFR no mesmo dia em que nossos policiais prepararam uma ação para dar cumprimento à ordem judicial no local onde a foragida estaria residindo. Após ser interrogada pela autoridade policial, ela confessou sua participação no crime”, concluiu o delegado Arthur do Rosário.

Após a confissão e a conclusão dos procedimentos legais, o mandado de prisão preventiva foi formalizado. A mulher já se encontra à disposição do Sistema Penitenciário do Estado do Pará.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam com o objetivo de localizar e prender outros possíveis envolvidos no assalto à joalheria.

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