Imagens de câmera de segurança registram o momento exato dos tiros efetuados pelo agente Claudecy S. A. no último sábado (9); Polícia Militar nega agressões à esposa do acusado e reforça crimes de desacato e resistência.


Novas evidências e depoimentos de fontes internas da Polícia Militar trouxeram, nesta quarta-feira (13), novas camadas ao caso do policial penal Claudecy S. A., preso em flagrante no último dia 9 de maio, em Castanhal. O agente, que já respondia por desacato e resistência, agora tem contra si o registro material dos disparos que deram origem à ocorrência.

O momento dos disparos

Imagens de um circuito interno de monitoramento, obtidas pela reportagem do Jornal de Castanhal, mostram o cenário na rua onde o incidente ocorreu. No registro, com data de 9 de maio, é possível ouvir o primeiro disparo às 22:12:38, seguido de mais dois tiros em sequência entre 22:12:46 e 22:12:47. Os disparos foram efetuados em via pública, colocando em risco moradores e veículos estacionados no local.

PM rebate alegações de agressão

A defesa do policial penal vem alegando que teria havido abuso de autoridade e agressão física contra a esposa do agente durante a abordagem. No entanto, fontes da Polícia Militar ouvidas hoje rebatem essas afirmações.

Segundo a corporação, a guarnição foi acionada para conter um indivíduo armado que efetuava tiros "a esmo" e que apresentava sinais visíveis de embriaguez. A PM afirma que o oficial responsável pela ação agiu com paciência, tentando garantir a segurança de todos, enquanto o agente penal se recusava a ser revistado e proferia ofensas graves.

Desacato registrado em vídeo

Um vídeo gravado no momento da condução mostra Claudecy S. A. dentro da viatura, agindo de forma extremamente agressiva. Nas imagens, o servidor público ofende diretamente um tenente da PM com palavras de baixo calão e desafia a autoridade policial, afirmando que entraria no veículo "no seu tempo".

Andamento das Investigações

A arma utilizada, uma pistola Taurus TS9 de propriedade da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), foi apreendida pela Polícia Civil. O caso segue sob investigação da Seccional Urbana de Castanhal, onde já foram anexados os depoimentos dos militares, testemunhas e o interrogatório do acusado. Perícias balísticas foram solicitadas para confirmar o uso da arma funcional nos crimes citados.

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