O abalo sísmico assustou moradores na madrugada desta quinta-feira (11). Relatos incluem fortes estrondos, tremores secundários e até prejuízos materiais em residências. A Defesa Civil monitora a situação.


O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) confirmou a ocorrência de um terremoto de magnitude 3,5 no município de Tucuruí, região sudeste do Pará, na madrugada desta quinta-feira (11). O evento principal foi registrado às 3h55 (horário de Belém) e gerou apreensão entre os moradores.

Segundo o órgão de monitoramento, além do abalo principal, outros dois tremores menores (réplicas) foram identificados na região logo na sequência, às 3h58 e às 4h17.

Relatos de moradores e prejuízos materiais

Antes mesmo da confirmação oficial, moradores de diversos bairros da cidade já tomavam as redes sociais com relatos assustados. Muitas pessoas descreveram:

  • Vibrações intensas nas estruturas das residências;
  • Fortes sons, semelhantes a trovões ou explosões;
  • Cães latindo agitados logo após os ruídos.

Segundo populares, os primeiros sinais de instabilidade foram sentidos por volta de 1h14 da manhã, antecipando os registros confirmados pelos sismógrafos.

Apesar de tremores dessa magnitude raramente causarem danos significativos estruturais, começaram a surgir os primeiros relatos de prejuízos materiais. No bairro Park dos Buritis, um morador divulgou imagens de uma janela de vidro que estilhaçou devido à forte vibração provocada pelo abalo. Até o momento, não há registro de feridos.

O que dizem os especialistas da USP

Em nota oficial, o Centro de Sismologia da USP detalhou o evento:

“Foi confirmada a ocorrência de um terremoto em Tucuruí-PA às 03h55min, com magnitude 3,5 mR. Tremores dessa magnitude raramente causam danos significativos, mas são suficientemente intensos para serem percebidos por pessoas próximas ao epicentro.”

A instituição universitária informou que continua monitorando a atividade sísmica na região amazônica para avaliar as causas do fenômeno.

Ação da Defesa Civil e monitoramento da Usina

Com a repercussão imediata, a Defesa Civil Municipal de Tucuruí iniciou um protocolo de acompanhamento em conjunto com outros órgãos de segurança e especialistas.

Em comunicado, o órgão informou que os dados estão sendo repassados à Defesa Civil Estadual. Uma reunião com pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) foi convocada para estudar o fenômeno e mapear suas possíveis causas.

Além disso, a Defesa Civil mantém contato direto com a empresa responsável pela Usina Hidrelétrica de Tucuruí. A concessionária detém um sistema avançado e uma sala de monitoramento com equipamentos sismográficos que podem fornecer dados complementares e ainda mais precisos sobre a movimentação tectônica observada nesta madrugada.