Por Juarez Alvarenga

Juarez Alvarenga


Com avanço da vida e nossa locomoção, pelos seus caminhos, chegamos ao mais variados lugares.

O tempo nos captura em nossas investidas no decorrer da existência.

Evitamos e conseguimos aliviar de várias armadilhas em nossas aventuras existencial.

Até implantar armadilha, cujo buraco é inevitável.

Uma delas, talvez a mais importante, seja que caímos na maturidade, ou seja, a da racionalidade.

Para contemplar fomos à festa de vinte anos de formados da faculdade.

Encontremos nossos colegas mais articulados e bem mais racionais do que na época de formados. Uns a vida castigou mais, outros premiou mais, porém todos, sem agonia, e, talvez sem os sonhos de adolescentes. Todos extremamente racionais e 95% deles com aparência de que a vida é um fato consumado, independentemente, do estágio alcançado. A sensação de que a vida é um fato consumado aglutinado com a mediocridade cotidiana é um foco infestado de distúrbios psicológicos.

O restante 5% que acredita que acabam ciclos, porém a vida nunca se fecha incluindo eu que é crente do ineditismo do nascer do sol, onde existem muitas histórias épicas a ser construídas.

Como o restante de meus colegas caírem também nas armadilhas da racionalidade, porém hoje seguimos nossos objetivos nas estradas certeiras com sinalização e o tempo dos acontecimentos.

A velocidade é da racionalidade e as metas serão atingidas, pois todos os horizontes são mensuráveis pelas nossas astucias.

A armadilha da racionalidade é o habitat natural, para dentro dela perseguirmos nossos sonhos, como os astrônomos perseguem as estrelas.

Ser racional não quer dizer ser parasitário de seus sonhos de adolescente. É, porém, perseguir com a lucidez dos intelectuais e paciência dos monges.


Juarez Alvarenga
JUAREZ ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR
R: ANTÔNIO B. FIGUEIREDO, 29
COQUEIRAL MG | CEP: 37235-000
FONE: (35) 99176-9329
E-MAIL: juarezalvarengacru@gmail.com