Ação faz parte da 3ª fase da Operação Somnus, que desarticula grupo voltado ao abuso e compartilhamento de imagens de vítimas dopadas


A Polícia Federal prendeu um homem no município de Castanhal (PA) sob a suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra mulheres sedadas. A prisão ocorreu durante a terceira fase da chamada Operação Somnus, que investiga uma rede de compartilhamento de material ilícito.

Além dos mandados de busca, apreensão e prisão temporária cumpridos em Castanhal, a operação também resultou na prisão preventiva de um outro alvo no estado do Rio Grande do Sul.

Como o grupo criminoso atuava

De acordo com as investigações, os suspeitos faziam parte de grupos na internet onde ocorria o compartilhamento de fotos e vídeos de violência sexual. As vítimas apareciam nas imagens sempre desacordadas.

Além do compartilhamento de mídia, os envolvidos utilizavam o espaço virtual para:

  • Trocar informações sobre diferentes tipos de substâncias sedativas.
  • Discutir métodos sobre como usar essas substâncias para dopar as vítimas.

Os indícios levantados pela Polícia Federal apontam situações alarmantes envolvendo o círculo familiar dos suspeitos:

  • Há evidências de que um dos investigados tenha praticado os crimes contra a própria esposa.
  • Em outro caso identificado, as vítimas seriam parentes dos criminosos.

Apreensões e andamento da investigação

Durante a deflagração desta fase da operação, os agentes apreenderam diversos materiais essenciais para o avanço do caso, incluindo:

  • Medicamentos e substâncias suspeitas.
  • Celulares.
  • Computadores.

Todos os equipamentos passarão por perícia técnica para extração de dados, o que ajudará na continuidade das investigações.

A Operação Somnus teve início no ano passado, em 2025, a partir do compartilhamento de informações estratégicas repassadas pela Polícia Criminal da Alemanha.

Os investigados nesta operação podem responder por uma série de crimes graves, incluindo:

  • Estupro de vulnerável.
  • Divulgação de cenas de estupro ou estupro de vulnerável.
  • Registro não autorizado de intimidade sexual.
  • Outros delitos que possam ser identificados no curso do inquérito.