Moção encaminhada ao Governo do Estado solicita apuração urgente de violações de direitos humanos e melhoria na fiscalização do sistema penal.

Crédito: Luiz Silveira/Ag. CNJ

O deputado estadual Bordalo (PT) protocolou uma Moção urgente direcionada ao Governo do Pará exigindo providências imediatas diante de denúncias graves de violações de direitos humanos no sistema prisional. O documento foi encaminhado à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) e à Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEIRDH).

Denúncias de violência em Castanhal

A iniciativa do parlamentar ocorre após a repercussão de uma decisão judicial que determinou o afastamento da diretora da Unidade de Custódia e Reinserção de Castanhal, além de outros agentes penitenciários. O grupo é suspeito de praticar atos de violência contra pessoas privadas de liberdade. Entre os relatos estarrecedores que motivaram a ação, constam casos de:

  • Asfixia e afogamento;
  • Espancamentos;
  • Práticas de tortura física e psicológica.

Na Moção, Bordalo enfatiza que o reconhecimento dessas falhas deve servir como um ponto de virada para o fortalecimento das políticas públicas. “Não se trata de confronto, mas de responsabilidade institucional. Precisamos garantir a apuração rigorosa dos fatos e assegurar a dignidade das pessoas privadas de liberdade”, afirmou o deputado.

Aperfeiçoamento da Lei Antitortura

Além da investigação dos casos específicos em Castanhal, o parlamentar solicita celeridade na atualização da Lei Estadual nº 9.647/2022. Esta legislação institui o Comitê e o Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura.

Para o deputado, a lei precisa de ajustes que garantam maior efetividade e, principalmente, independência na fiscalização das unidades penais. “É fundamental fortalecer os mecanismos de prevenção à tortura para que tenham condições reais de atuação. Isso protege direitos e traz transparência ao sistema”, reforçou Bordalo.

Próximos passos e fiscalização

O documento recomenda o reforço imediato no monitoramento das unidades prisionais e a proteção de detentos em situação de vulnerabilidade. Além do Executivo, a Moção será enviada aos seguintes órgãos fiscalizadores:

  1. Ministério Público do Estado do Pará (MPPA);
  2. Defensoria Pública do Estado;
  3. Tribunal de Justiça do Pará (TJPA).

Para Bordalo, garantir o cumprimento da lei é essencial para a própria credibilidade do Estado. "Promover a dignidade humana é um compromisso permanente", concluiu.

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