Após mobilização nas redes do Jornal de Castanhal, a mãe de Herik Ferreira Soares tomou conhecimento da situação do filho. Documento oficial da Ucrânia o dava como desaparecido, mas vídeo russo traz a esperança de que ele está vivo.
A mobilização gerada pela reportagem publicada na noite de sábado (20) pelo Jornal de Castanhal trouxe resultados rápidos e cruciais para o resgate de Herik Ferreira Soares, jovem castanhalense de 23 anos feito prisioneiro de guerra pelas forças russas.
Através dos comentários em nossa publicação no Instagram, um vizinho da família de Herik forneceu o contato de sua mãe. Imediatamente, Alexander — o colega de combate que fez o alerta inicial à nossa redação — conseguiu se comunicar com ela, informando-a sobre o paradeiro do filho.
O Contato Internacional e a Defesa Jurídica
Na manhã deste domingo (21), a mãe de Herik enviou um áudio a Alexander relatando os desdobramentos após a repercussão do caso. Ela confirmou que foi contatada por uma médica na Ucrânia, identificada como Francine, que está auxiliando na ponte de comunicação.
Segundo o relato da mãe, uma rede de apoio jurídico já está sendo formada. Um advogado brasileiro, identificado como Mauro, trabalhará em conjunto com a advogada ucraniana para formalizar o pedido de socorro ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty). O objetivo da defesa é agir com rapidez, evitando que o jovem passe anos em uma prisão militar estrangeira.
"Ela (a médica) disse que ia passar meu contato para o advogado aqui do Brasil, que é para entrar em contato com o Itamaraty... se eu precisar de alguma coisa, era pra eu ligar", relatou a mãe, ainda apreensiva com a notícia surpreendente.
Documento Oficial e a Esperança de Vida
Junto com as novas informações, a defesa ucraniana compartilhou um documento oficial do Ministério da Defesa da Ucrânia (Aviso nº 3435). O ofício militar comunicava que o soldado Herik Ferreira Soares estava desaparecido em combate desde o dia 29 de maio de 2026, na região de Luhansk.
Para os advogados, o fato de a imprensa ter tornado o caso público foi uma excelente estratégia. Mais importante ainda: a existência do vídeo divulgado pelos russos neste fim de semana é, paradoxalmente, a melhor notícia que a família poderia receber. As imagens provam que Herik sobreviveu aos combates e foi feito prisioneiro, afastando o temor de que ele tivesse sido morto em ação (status de KIA - Killed in Action).
Um Apelo à Empatia e às Autoridades
Desde que a notícia veio à tona, as redes sociais do jornal receberam diversos comentários, alguns deles tecendo críticas severas às escolhas do jovem de ir para uma zona de guerra. No entanto, o Jornal de Castanhal reforça que a situação é de extrema delicadeza. Independentemente das motivações que o levaram ao leste europeu, há uma família castanhalense em sofrimento que acaba de descobrir que o filho é um prisioneiro de guerra.
O apelo agora se volta integralmente para as autoridades competentes. É fundamental que o Itamaraty e a diplomacia brasileira intervenham imediatamente junto à Rússia para garantir a integridade física de Herik, assegurar que seus direitos previstos na Convenção de Genebra sejam respeitados e iniciar as tratativas para sua repatriação ao Brasil.
O Jornal de Castanhal continuará acompanhando os desdobramentos deste caso, prestando apoio informativo à família e à comunidade.
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