Em vídeo publicado nesta quinta-feira (30), Joana Araujo afirmou que houve apenas "exaltação" no casamento, negou ter sido espanca...
Em vídeo publicado nesta quinta-feira (30), Joana Araujo afirmou que houve apenas "exaltação" no casamento, negou ter sido espancada e demonstrou revolta com a quebra de sigilo de sua medida protetiva.
![]() |
| Joana sugeriu que a exposição de sua intimidade teve motivações políticas. Foto: Reprodução/Redes sociais |
O caso envolvendo o afastamento do secretário interino de Obras de Castanhal, Daniel Sousa da Silva, ganhou um novo desdobramento na tarde desta quinta-feira (30). Joana Araujo, esposa do servidor público e pivô da denúncia que gerou uma medida protetiva de urgência, veio a público através de suas redes sociais para apresentar sua versão dos fatos.
Conforme noticiado pelo Jornal de Castanhal na noite de quarta-feira (29), Daniel foi afastado preventivamente de suas funções por 10 dias pela Prefeitura Municipal após imagens de um deferimento de medida protetiva da DEAM (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) circularem na internet.
Em um vídeo de pouco mais de quatro minutos, Joana buscou tranquilizar amigos e familiares, rechaçando categoricamente os boatos de violência física.
"Não fui espancada em nenhum momento"
Durante seu pronunciamento, a professora foi enfática ao desmentir que tenha sofrido violência física por parte do marido, com quem é casada há 26 anos.
"Eu não estou espancada, não fui espancada em nenhum momento. Nós tivemos, de fato, passamos por um momento de crise no nosso casamento [...] e eu acabei passando do ponto. Eu estava exaltada. Nós dois estávamos exaltados", declarou Joana, classificando a situação como um problema matrimonial que não afeta a competência e o profissionalismo do marido frente à Secretaria de Obras.
Ela também fez questão de ressaltar que gravou o pronunciamento por vontade própria: "Eu consigo engolir o que eu não consigo. Não sofri nenhum tipo de coação, nenhuma ameaça, nada disso."
Indignação com a quebra de sigilo
O ponto de maior revolta no discurso de Joana foi o vazamento do documento oficial da Polícia Civil e da Justiça. Ela questionou duramente como um processo que deveria tramitar em segredo de justiça foi exposto nas redes sociais.
"A grande questão é a quebra de sigilo. Como é que a gente vai numa delegacia, e de repente alguém chega lá e consegue pegar a nossa documentação? Como é que as pessoas têm acesso a isso se existe o sigilo?", questionou.
Joana sugeriu que a exposição de sua intimidade teve motivações políticas, visando atacar a imagem de seu marido, sem que os responsáveis levassem em consideração o impacto emocional sobre sua família. Ela revelou, inclusive, um drama pessoal agravante: um de seus filhos aguarda autorização para uma nova cirurgia no coração, tornando a exposição pública ainda mais dolorosa para o núcleo familiar.
Até o momento, a Prefeitura de Castanhal não emitiu um novo comunicado sobre a declaração de Joana Araujo. O decreto municipal de afastamento preventivo de 10 dias do secretário Daniel Sousa da Silva, assinado no dia 29, segue em vigor enquanto ocorre a escuta das partes pela Administração Municipal.
O Jornal de Castanhal segue acompanhando os desdobramentos deste caso.
VEJA:
