Acusada trabalhava há cinco anos em distribuidora de pneus; esquema envolvia contas de terceiros e falsos descontos para clientes.

Da Redação | Jornal de Castanhal

Funcionária de distribuidora em Castanhal é acusada de desviar R$ 800 mil para jogos online. Foto: Reprodução

Uma ex-funcionária de uma distribuidora de pneus localizada aqui em Castanhal, está sendo investigada pela Polícia Civil sob a acusação de desviar mais de R$ 800 mil do estabelecimento. Segundo as investigações, parte do montante foi gasta em plataformas de apostas e jogos online.

De acordo com Daniel Gualberto, advogado que representa a empresa, a mulher era funcionária do local há cinco anos. O esquema ilícito só veio à tona após a gestão identificar um grave rombo financeiro nas contas da distribuidora. Imediatamente após a descoberta das irregularidades, a funcionária foi demitida por justa causa e a empresa registrou um boletim de ocorrência, resultando na instauração de um inquérito policial.

Como funcionava o golpe

Durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a participação da ex-colaboradora foi comprovada, levando-a a confessar o crime. O "modus operandi" envolvia enganar tanto a empresa quanto os clientes. A mulher oferecia supostos descontos nas mercadorias, mas no momento do pagamento, fornecia chaves Pix e dados bancários pessoais ou de terceiros, em vez das contas oficiais da distribuidora.

Dessa forma, o dinheiro das vendas entrava diretamente nas contas da golpista, burlando o caixa da empresa. As autoridades agora investigam a extensão da fraude e a possível participação de cúmplices. Uma das linhas de investigação apura se terceiros compravam os produtos desviados da distribuidora com o objetivo de revendê-los no mercado para empresas do mesmo segmento.

Vício em apostas e confissão

Em seu depoimento à polícia, a ex-funcionária alegou que passava por dificuldades financeiras motivadas pelo vício em jogos online e plataformas de apostas. Ela afirmou ainda que tinha a intenção de devolver o dinheiro desviado à empresa. Após ser ouvida pelo delegado responsável, a acusada foi liberada e responderá, inicialmente, em liberdade.

O inquérito policial segue em andamento para determinar o valor exato do prejuízo causado à distribuidora, rastrear o destino final de todos os recursos e identificar se houve a participação de outras pessoas na fraude.