Agroindústrias familiares na Vila de Americano movimentam o mercado do nordeste paraense durante a safra do produto.

Da Redação | Jornal de Castanhal

Foto: Mauricilia Silva

A farinha de tapioca, presença indispensável na mesa dos paraenses, tem se consolidado como uma importante força econômica na região nordeste do estado. Na Vila de Americano, no município vizinho de Santa Izabel do Pará, a produção do alimento movimenta as agroindústrias familiares e alcança a expressiva marca de 240 toneladas por mês durante o período de safra.

De acordo com levantamentos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará), cerca de 20 agroindústrias familiares da região recebem apoio e assistência do órgão. Entre os meses de junho e dezembro, época que marca o pico da safra, o volume de produção mensal chega a aproximadamente 10 mil pacotes de 18 quilos cada.

Para além de ser o acompanhamento perfeito para o açaí, o produto garante sua força comercial pela versatilidade, sendo amplamente utilizado no preparo de bolos, mingaus, sorvetes e no consumo diário com o café. Essa diversidade ajuda a manter a alta procura pelo alimento no comércio da região, incluindo as feiras e supermercados de Castanhal, mesmo com as flutuações de preço registradas ao longo do tempo (com o litro chegando a custar R$ 10).

Os comerciantes apontam que as vendas costumam crescer significativamente no segundo semestre, impulsionadas pela alta temporada da safra do açaí. O constante fluxo de vendas assegura a geração de renda para dezenas de famílias produtoras em Santa Izabel do Pará e reforça a integração da cadeia produtiva e econômica que abastece o polo comercial de Castanhal e região.